É a hora de expandir as ideias

Flávia Rodrigues Voltar 20/01/2012

Vamos falar um pouco sobre preconceito, mas, por preconceito entenda: "ter uma opinião formada antes de ter os conhecimentos necessários, adequados, para se chegar a uma conclusão pertinente", ok? Após esse momento "Professor Pasquale", vamos ao que interessa. Quantas músicas você já deixou de ouvir simplesmente por preconceito? E quantos filmes já deixou de assistir, quantos livros deixou de ler, quanta coisa já deixou de viver só por ACHAR que não seria legal? Por exemplo, você já deve ter visto muita gente falando mal daquele filme "Crepúsculo" sem ao menos assistir, certo? É disso que estamos falando, muitas coisas não são experimentadas por ficar naquele "achismo". O fato é: quanto mais rico for seu repertório cultural, mais referência terá para o trabalho e também para a vida pessoal. E repertório cultural não significa ver somente aquilo que os críticos consideram bom, mas sim tudo, tudo mesmo. Você deve filtrar o melhor de cada coisa, e não filtrar antes de tomar consciência dos fatos. Ver coisas ruins pode ser fundamental para desenvolver o seu senso crítico!

O BBB é um caso que tem tudo a ver com este assunto. Apesar de depreciado por muitos, ele não pode ser totalmente ignorado. Por incrível que pareça, ele pode servir de referência para nosso trabalho. Sim, não estamos brincando. Olhe só quantas empresas estão por trás disso tudo, pensando em ações que possam envolver suas marcas em provas malucas, vistas por milhões de pessoas. No mínimo inspirador para nós, publicitários e criativos em geral.

Outro caso que podemos citar é o desfile das escolas de samba no Carnaval. Não são todos que gostam, muitos acham que se resume a mulheres seminuas sambando, mas, se analisarmos bem, veremos que aqueles carros alegóricos, os figurinos, o samba-enredo, baseado em um determinado tema, nada mais é que um movimento artístico, podendo até ser comparado com um verdadeiro filme, e mais: AO VIVO! É uma forma de transmitir conhecimento, informação, cultura, mesmo que de uma maneira diferente. 

E o Michel Teló? Não vai ter jeito, usaremos ele novamente como exemplo. Todos sabemos que o cara é um sucesso tanto no Brasil quanto lá fora e que muitos não aceitam isso. Mas, uma coisa é certa: viralizou. Agências de publicidade e empresas em geral vivem buscando viralizar seus bordões e tudo mais para ampliar de forma espontânea o alcance da marca e isso definitivamente não é fácil. Foi o que havia acontecido no caso da campanha dos "Pôneis Malditos", lembra? Não é possível que não haja alguma coisa boa que possamos tirar disso, né?

Enfim, deu pra ver que não podemos julgar nada superficialmente, pois tudo é válido, agrega valor, conhecimento. Aliás, nada mais somos que um monte de experiências, referências, aglomeradas dentro de um corpo físico. Parece que eu tô falando difícil, não é mesmo? Mas não, o fato é que quanto mais diversificadas forem nossas referências, mais "completos" seremos. Fica aí pra pensarmos: de que seriam as coisas boas se não tivessem as ruins? E o que faz uma coisa ser ruim? Abra sua mente e enxergue sem os limites que o preconceito nos impõe! ;)

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