Os virais tão na boca do povo: e não é de gripe que eu to falando!

Flávia Rodrigues Voltar 27/01/2012

Você já deve ter ouvido muitos bordões, né? Se lembra de “É mara!”, do Seu Ladir, da série “Toma lá da Cá”? E o clássico “Tô certo ou tô errado?”, do Sinhozinho Malta, de “Roque Santeiro”? O "Ronaldo", do Zina, ou os outros milhares do Pânico na TV? Enfim, há uma infinidade deles, que, não só fizeram sucesso nas telinhas, como também na boca do povo. Então aquilo que a gente chama de meme seria um bordão? Não, apesar de terem a mesma função, um bordão é algo repetido exaustivamente por um programa, enquanto um meme é feito por várias pessoas na Internet e com várias versões, podendo ser tanto uma frase como também uma imagem ou vídeo. Mas, vamos deixar essa questão mais teórica de lado e partir para o que realmente interessa: a importância da viralização! Como o próprio nome já diz, viral é qualquer coisa que se espalha rapidamente, principalmente através da Internet, e que, mais tarde, pode se transformar em um bom meme. Um exemplo disso foi o “que deselegante” da Sandra Annenberg, viralizado, em um primeiro momento, e usado como meme por muitas pessoas. A lista, claro, é enorme, todos sabem, todos menos Luiza, que está no Canadá... haha, ops! Enfim, a frase que bombou nesses últimos dias continua circulando no Facebook, Twitter, nos sites de notícias, nas rodas de amigos, tudo por causa da viralização da campanha da construtora Enger, na qual o pai de Luiza veio a soltar essa grande pérola.

E a publicidade tem se aproveitado de toda essa situação! "Menos Luiza, que está no Canadá" foi imediatamente usado em campanhas publicitárias de diversas marcas, como Vivo - em um comercial onde o responsável por toda essa bagunça diz que usava a Internet 3G da operadora para falar com a filha, quando ela ainda estava fora do país - e Magazine Luiza - que tirou o "Luiza" do nome e passou uma das lojas do Facebook para os cuidados da sua mais nova chará. Ainda tem mais: nesta semana Luiza gravará uma propaganda da Chevrolet ao lado de Fernanda Lima. 

Além desse curioso caso, há também a campanha do Itaú que, com certeza, arrancou de você boas risadas. Ahá! Já sabe do que estamos falando, né? Sim, é aquele vídeo que mostra um bebê gargalhando enquanto seu pai rasga um papel. Mas você sabia que tudo isso foi apenas uma reprodução de uma filmagem caseira postada no YouTube desde 2009? O que chamou a atenção do banco foi a viralização desse vídeo, tornando-o um grande sucesso. Não foi diferente com a peça, que, hoje, já ultrapassa 8 milhões de visualizações.  

Ah, e mais uma vez Michel Teló ganha as paradas aqui na Tactos - e no mundo, mas isso é mero detalhe! Contratado como o garoto propaganda da Fiat, Michel fará uma série de comerciais da marca nos próximos meses. O primeiro a ir ao ar foi “Uno Duni Teló”, uma reedição de “Uno Duni Te”, veiculado em 2010. Nesta nova versão, foram acrescentadas algumas cenas do cantor interagindo com o Uno e trocou-se a trilha original pela canção do momento, que, por sinal, surgiu como um viral, atraindo o olhar da montadora.

Mas você sabe por que esse tipo de ação está interessando tanto essas marcas? Porque é mais fácil pegar carona nos virais de sucesso que já cairam no gosto da galera, do que criar um do "zero". Porém, um viral feito especialmente por elas se torna muito mais interessante e eficiente, as pessoas o assimilam muito mais à marca. Veja o caso do comercial "Pôneis malditos", dificilmente será esquecido, né? E mais: fez com que as vendas da Nissan crescessem 81%. Já o comercial da Fiat está apenas se apoiando em algo momentâneo e que não associa diretamente à montadora, mas sim a Michel Teló. Funciona, mas não tanto quanto poderia. Percebe a diferença?

Aqui na Tactos a gente gosta é de criar campanhas inusitadas, que possam gerar mídia espontânea, boca a boca. Mas, claro, para isso precisamos de uma abertura maior do cliente. Em nossa última oportunidade colocamos um saco de presentes gigante do Papai Noel nos principais pontos da cidade para promover a campanha de Natal da ACIA: não tinha como não notá-lo, ele, por si só, chamava a atenção das pessoas que passavam e que, naturamente, tentavam entender o que era. Resumindo, a campanha nada mais foi que um concurso cultural no Facebook, envolvendo prêmios e uma interação muito bacana. Foi uma ideia meio maluca, mas que deu o que falar, viralizou na região e fez com que todo mundo se aproximasse mais da ACIA. 

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