— Estou te enviando, me diga o sua opinião.
— Ok
— E aí, o que me diz?
— Gostei bastante! Posso dar uma sugestão para melhorar?
— :/

Eu comecei a fuçar no Corel Draw quando eu tinha 19 anos e eu achava que mandava bem, até um dia que minha casa caiu. Comecei a fazer um curso e fui levar uma arte para a minha professora ver. Ela disse: “diminua os textos, use no máximo 2 tipos de fonte” […] e mais umas 300 coisas para mudar. Meu bico deu aquela esticada até o chão, e eu pensei: “como assim ela não gostou da minha arte?”. Algum tempo depois eu percebi o quanto eu estava despreparado para receber feedback.

Pare para pensar, é um instinto nosso precisar da validação das pessoas. Muitas vezes quando a gente pede feedback, no fundo estamos buscando mais um elogio, do que um ponto a melhorar.

Atletas de alta performance tem uma característica em comum: eles gostam mais da orientação do que do elogio. O elogio não faz você crescer! Ele é apenas um reforço daquilo que você já está fazendo de bom. Se quiser ir além, melhorar, aprimorar, esculpir, vai ter que estar aberto a ouvir críticas e muitas vezes, aquilo que você não gostaria de ouvir.

Gente de alta performance come feedback no café, no almoço e no jantar.
E o bico? Nem sinal. Não dá tempo de ficar tristinho.
Quem fica bicudo está com o foco em si mesmo.
Quem gosta de feedback está com o foco no objetivo final.
Ele persegue esse objetivo com todas as forças. Eu disse TODAS AS FORÇAS.
Ou seja, qualquer coisa que lhe ajudar a chegar lá, ele vai abraçar.

Pra ser uma bela escultura, tem que arrancar pedaços, e pode doer.
Você está preparado para se deixar esculpir?

Comenta aí embaixo, qual o feedback mais difícil que você recebeu e quais resultados você percebeu em si mesmo depois.

Raphael Martins

 

 

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